sexta-feira, 17 de julho de 2009

Nossa, quão agoniante é o contato dos pés descalços com esse chão frio e empoeirado. Quão difícil é aceitar e relevar. Aceitar que a questão em jogo é "ser descartável", da maneira mais perojativa possível, e relevar palavras mal calculadas que sairam daquela boca que adoro.

Descaso ou descuido?! Realmente não sei!

Cena 1: Deseja-se uma máquina do tempo, pois a mesma seria capaz de evitar tal erro.

Cena 2: Como reação, incredulidade, descrença, repugnância em crer.

Cena 3: Um pedido, o perdão.

Cena 4: Silêncio vagamente preenchido por defesas que, por sua vez, deram espaço ao espírito compreensivo do ofendido.

Cena 5: Tentativa de tranquilização, cujos resultados são desconhecidos.

sexta-feira, 10 de julho de 2009


Num banco de ônibus, à tarde, quase noite, em meio a beijos, uma disputa fora travada. A palavra dela contra a dele. Verdades contraditórias. Mentira, a quem pertences?! A mágoa, que até ali estivera oculta, acabara de vir à tona. Subjetividade.
Não! Por favor! O que foi?! Nada! Por favor!
Foi dito: O melhor já está sendo feito. Fazes-me feliz.
Nó na garganta. Nó em tudo. Cabeça e ideias.
Tristeza e arrependimento nela.
Para ela, incógnita nele.
Mais um pensamento a ser calado. Orgulho, por que o fazes?!
E ela, por uma repetida vez, suplicava-lhe, ainda que em silêncio, perdão.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Acordar com o pé direito

O Sol está brilhando mais, as nuvens estão se formando em belos desenhos, os pássaros estão cantando e eu também quero cantar. Dias tão belos fazem toda a diferença no nosso interior e no que exteriorizamos.
Ontem, antes de ir dormir, fiquei mentalizando o quão bom seria o dia seguinte, fiz planos e promessas. Consegui, ainda bem, muito do que planejei. Sorri mais, tranquilizei-me mais, deliciei-me com a adrenalina, cuidei da minha alimentação (Nossa, como isso é difícil!!) e pus meu corpo em movimento. O reflexo dessas pequenas atitudes foi um bem-estar imenso e os ânimos em alta.
Eu acredito na força do pensamento. Para quem anda precisando de energias positivas, aconselho tentar relaxar por alguns minutos. Tomar um banho, deitar-se na cama, respirar fundo várias vezes e, nesse clima de paz, colocar a mente e o corpo em harmonia. Comigo funciona!
Um grande beijo e uma ótima semana a todos!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Monólogo Interior

Hoje, deixei de lado minhas "metinhas" que estão cada vez mais longe. Como emagrecer, por exemplo. Eu quis muito que alguém desse a atenção necessária às minhas palavras, mesmo sentindo que todas aquelas frases sem sentido não passavam de um monólogo interior. Mas o simples fato de minhas humildes palavras serem lidas, vagamente, diga-se de passagem, por alguém que fingiria interesse, manteria-me alegre por um instante, que eu julgaria como satisfação eterna. É, eu tenho o costume de lutar contra a minha razão, que insiste em falar que nada é para sempre. Eu tento lutar contra o tempo, contra o que é fato. Azar meu. Entro em batalhas mesmo sabendo que vou perder (Eis aqui um erro).
Meus sentimentos estão dançando no ritmo da música For you love - Magic Box. Uma música levemente acelerada, diria. Mas não, não estão bailando com prazer, bailam num ritmo caótico. Meu ritmo mental de agora, diria. Mas vou segui-la até eu ter a certeza de que não vou externar esta mágoa, esta raiva, esta tristeza e/ou este leve prazer.
Lembrei-me, há pouco, da música da Elis Regina, Maria Maria. Há um trecho com o qual me identifico: Quem traz no corpo a marca, Maria, Maria mistura a dor e a alegria. Interessante, não?!
Bem, esperava mais de alguém. Ainda espero, mas vou cansar. Não que eu esteja certa, mas sinto que agiria melhor, se fosse o caso... E eu, que falo sem pensar, estou sutilmente calculando minhas palavras e suas devidas consequências ao ouvinte. Vamos. Vamos. Preciso focar. Focar? Pois eis a questão! Eis a ação que mudará o rumo dessa minha desordenada vida. Ops! Detalhe: Falta-me saber qual o foco. Dicas?!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Pensador


Auguste Rodin (1840-1917) foi um escultor francês. Sua característica principal é a fixação do momento significante de um gesto humano. Rodin queria expressar 'o pensar'. Em sua tentativa, bem sucedida, eu diria, fez a escultura que destaco, O Pensador.
Hoje, tive que fazer uma tarefa referente à obra. Responder à pergunta: Quem é seu pensador? Explicaram-me que teria que discorrer sobre ao que ou a quem eu me apoiava. A minha resposta foi:
Poderia começar citando minha família, o lugar onde boa parte do meu caráter foi formado. Poderia citar um sorriso amigo que irradia paz e é capaz de clarear a escuridão de algumas mágoas. Mas prefiro falar sobre o que me é um tipo de combustível interior: As derrotas. Não que elas sejam minha base. Não, não mesmo. Mas elas me estimulam a aprender ficar de pé. E como já foi dito: “Há males que vêm para o bem”.
Quando caio e sinto a gravidade mais forte, que tenta me estagnar naquele chão, que me faz inalar o que, tantas vezes, já foi pisado, quando sinto a aspereza daquele pó, sou transportada de volta para a realidade. Dura e bendita vida!
Num estado lastimável, ergo-me, envergonhada e julgada pelo meu senso certo-errado. Seco algumas poucas lágrimas, tais que não são capazes de lavar meu rosto, e saio à procura de um outro líquido, mais límpido e isento de culpa.
"Fogo, fogo, fogo". Santo fogo! Queime, agora, o que me humilha. Reavive o meu ego e a minha garra. "Força, força"! Caminha agora, Eu!
Basta-me, agora, percorrer os N caminhos traçados por minha mente e julgados por minha, adorada e paradoxa, razão.
Uma boa noite a todos!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Nesse exato momento, só quero ouvir minha música depressiva em paz. Chega ruídos. Eu estou num desses dias que só as mulheres entendem. Infernais, eu diria. Tá, eu, realmente, quero ser bem agressiva. Aliás, já estou sendo! É impressionante a minha vulnerabilidade ao meio, às pessoas... Que coisa! A Thais cantando no meu ouvido é um porre. Um porre. Um porre. Eu vou me olhar no espelho. Quero certificar-me de que escrevi na minha testa: Não mexam comigo!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Aleluia!

Assim começa meu livrete: Berro um "aleluia". Ficar minutos pensando em um nome possivelmente disponível me deixou meio irritada. Depois, volto aqui e faço um post melhor. Até mais!