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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Com a cabeça mirando o chão, um olhar fixo e um meio sorriso desprendo:
Hoje foi mais um daqueles dias em que acordo pensando nele. Mais um dia a repassar as palavras perfeitas para a prosa perfeita. Mais um dia a repensar, a desconfiar da intuição.
Triste.
Um pé atrás é regra. Ou era. Quem sabe estivesse sendo moldada. Quem sabe...
Quem sabe ainda dá para continuar nesse joguinho. Não é divertido brincar de viver? Não é divertido brincar de se entregar? Não é divertido brincar com o sentir?
É... Talvez... Já tenha dado o tempo.
Tempo de se perceber que não suporto mentiras.
Tempo de se perceber que eu não sou uma farsa e que NÃO QUERO FARSAS.

domingo, 17 de outubro de 2010

Para um bom entendedor, um moinho esconde uma agulha. :D
Pela madrugada quis sim adentrar-me. Desvendar os segredos de um novo mundo, enfrentar os medos interiores era o que queria. A escuridão de um dia nublado poderia sim se transformar em algo melhor. Um quarto quente de onde, através de uma janela, observaríamos a chuva escorrer no vidro gélido da janela. Um coberto coberto de farelos de biscoito e uma xícara suja de chocolate ao lado. Sim, sim. Quis adentrar-me nos mistérios da imaginação. Até onde poderia ir?! Viajar pela vida, pelo futuro, pelo desconhecido, pelo passado repleto de erros. É o que quero. Fugir um pouquinho do aqui e agora. Quero sim esquecer de quem sou, de quem tenho. Dos meus problemas, dos nossos problemas. Fecho, pois, meus olhos e vou aonde ninguém foi. Porque ali o lugar é meu. E não há chaves que permitam a entrada de outrém, não há, não há. Ali estão meus segredos e confissões. Erros. Ali é o meu esconderijo. É onde eu me encontro com o meu verdadeiro eu e simplesmente passamos a limpo. Fiz SIM. Porque QUIS. Fá-lo-ei quando quiser. Brigarei quando quiser, xingarei quando quiser, sorrirei quando quiser. Seja um sorriso doce, seja o tão conhecido irônico, seja a gargalhada desafiadora e rancorosa. Eis-me aqui, para discordar, para perturbar. Acordei-me a mim mesmo por burrice e, por burrice, hei de fechá-lo novamente. E hei de esconder a chave. Porque não quero que ninguém saiba das minhas loucuras. Quero que todos saibam que sou uma casca cujo conteúdo, rá rá, talvez nem eu afundo conheça.
Cansei, cansei.
De VOCÊ! Das LEMBRANÇAS! De MIM!
Nova vida, por favor.

Um cigarro, um café.
Um chicle de menta, um coca.

Assim seja!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Monólogo Interior

Hoje, deixei de lado minhas "metinhas" que estão cada vez mais longe. Como emagrecer, por exemplo. Eu quis muito que alguém desse a atenção necessária às minhas palavras, mesmo sentindo que todas aquelas frases sem sentido não passavam de um monólogo interior. Mas o simples fato de minhas humildes palavras serem lidas, vagamente, diga-se de passagem, por alguém que fingiria interesse, manteria-me alegre por um instante, que eu julgaria como satisfação eterna. É, eu tenho o costume de lutar contra a minha razão, que insiste em falar que nada é para sempre. Eu tento lutar contra o tempo, contra o que é fato. Azar meu. Entro em batalhas mesmo sabendo que vou perder (Eis aqui um erro).
Meus sentimentos estão dançando no ritmo da música For you love - Magic Box. Uma música levemente acelerada, diria. Mas não, não estão bailando com prazer, bailam num ritmo caótico. Meu ritmo mental de agora, diria. Mas vou segui-la até eu ter a certeza de que não vou externar esta mágoa, esta raiva, esta tristeza e/ou este leve prazer.
Lembrei-me, há pouco, da música da Elis Regina, Maria Maria. Há um trecho com o qual me identifico: Quem traz no corpo a marca, Maria, Maria mistura a dor e a alegria. Interessante, não?!
Bem, esperava mais de alguém. Ainda espero, mas vou cansar. Não que eu esteja certa, mas sinto que agiria melhor, se fosse o caso... E eu, que falo sem pensar, estou sutilmente calculando minhas palavras e suas devidas consequências ao ouvinte. Vamos. Vamos. Preciso focar. Focar? Pois eis a questão! Eis a ação que mudará o rumo dessa minha desordenada vida. Ops! Detalhe: Falta-me saber qual o foco. Dicas?!