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domingo, 17 de outubro de 2010

Já lhe contei o sonho que ontem tive?! Não?! Pois bem, foi assim:
Sonhei que estava tudo bem, como em filme. Éramos felizes como no continuar daqueles finais "Feliz para sempre". Éramos parceiros, éramos amigos e, ao mesmo tempo, nada éramos. É até difícil explicar o que realmente éramos. Um tipo de casal, um tipo de amizade. Sei lá o que éramos. Talvez fóssemos crianças, puras. Como sei lá o quê! Água potável?! Ah, comparação fria demais... Mas não sei, tínhamos a liberdade que sempre almejamos... Tínhamos uma cor a mais para colorir nossas aureas e atmosferas... Algo mágico! Pronto! Isso fomos ontem à noite. A magia do existir, a magia do amar, a magia da vida. Satisfeitos com as particularidades.
Foi um sonho, exato. Quanto à realidade, de ela já não sei.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Amor doido. Amor viciado. Amor x
Amargura, dolçura
Paz, guerra
Não, sim
Com, sem
Descrição perfeita?!
Rá! Amor e ódio
Amor e amor e amor e não e não, mas sim
Difícil
Nós.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

??

Apesar de todo o receio, os cuidados não foram suficientes. Imaginando a fragilidade de um coração e encaixando-a em você, não fui ainda capaz de não ferir. Imaginando o meu coração esmagado e frio pelas cicatrizes, não consegui sentir o calor daquelas batidas.
Assumindo que em mim começava a passar uma nova corrente de carinho, quis entregar-me novamente aos sentimentos. Pouco a pouco, passo a passo, acreditei entrarmos na mesma sintonia. Ruídos exteriores não mais me impediam de sonhar, de acreditar que daria certo. Cada dia era pouco e muito ao seu lado.
A noite simbolizava a agonia, a espera eterna, o anseio. E outra vez lá estava você. Aquela expressão séria. Meu deus, como queria saber o que se passava naquela cabecinha. Percebi que não mais consegui fazê-lo sorrir, ou acreditei piamente nisso pelo número de vezes que você sorria e brincava com outro alguém, deixando-me em segundo plano. Invadida por ciúmes, tinha surtos e começava a escrever, mas logo amassava aquelas palavras. Não me agradava a idéia de paralisar o meu desespero. E lembrava-me da sua liberdade, e minha conseqüente raiva por estar cada vez mais presa a você.
Quanto desejei desaparecer ou tudo que estivesse ao meu redor explodisse não sei, mas tomou muito do meu tempo. Penalizava-me pelo desejo e me deleitava na sua presença. Ódio e amor. E assim foi seguindo...
Tudo em mim queimava, era muito forte, demais para mim. Chegava a pensar que, em algum momento, algum dos dois teria que se manifestar de verdade, algo mais concreto. Chegava a pensar que meus sonhos indicavam bons presságios. Enganei-me. O tempo passava e ambos ficávamos mais impacientes. Em mim, a confusão era mestre. De um lado, o passado insistia em compor o meu presente. De outro, um doce amargo. Mas não me importava, eu já tinha escolhido o lado. Então segui com meus passos.
Um dia especial, uma oportunidade à vista. No segundo em que pensei que subiria ao céu, fui lançada ao inferno. Um frio tomou conta, revirou-me o estômago, subiu e parou na garganta. Mais segundos passaram e eu tentei disfarçar minha falta de ar.
Não sei como agüentei, não sei como, mas o fiz. Minutos eternos, meio sorriso mais falso que nota de 3 reais. Pedi licença ao grupo e me retirei. Com alguma energia do além me arrastei pelas escadas. Parecia complô. Entrei no banheiro e tranquei a porta. Fiquei um tempo, que nem querendo saberia contar, me encarando no espelho. Minha visão ficou embaçada pelas lágrimas e meus olhos começaram a ficar avermelhados. Enxuguei com raiva aquele líquido. Como pude ser tão burra?!
Marchei rumo ao grupo disposta a aparentar que estava tudo bem. Pedi novamente licença e liguei para uma amiga. Estava indisposta (e não a culpo, se quebrei a cara e/ou coração, o problema é unicamente meu!). Fiz outra ligação, buscava alguém que pudesse me levar dali. Voltei e conversinhas, conversinhas, conversinhas...
Ao encostar minha cabeça no travesseiro, fui invadida por mais tristeza. Perguntava-me qual fora meu erro, por que tinha evitado ver a verdade que se evidenciava. Por quê?!
Amanheceu e eu continuava revendo todos os fatos. Cheguei à conclusão de que só tinha um caminho a seguir. Eu iria contra minhas promessas, contra mim mesma se optasse por esse caminho. Relutante, agi contra minha vontade. O tempo é pai de muitas proezas e, à medida que passava, fui cedendo. Permiti ligações, permiti encontros, permiti falsas juras (que já tinha ouvido tantas vezes) até permitir o primeiro roçar de lábios. Fraca o bastante, aceitei outra vez o pedido.
Eu negava estar me destruindo, negava minha fraqueza, negava a vingança, neguei os fatos que queria esquecer. Toda essa farsa era capaz de me justificar alguns instantes, quem sabe horas.
Por mais que tentasse me focar em coisas que ocupavam minha mente, você sempre estava lá. Na mente, em presença. Era comum eu me pegar o observando. Era comum passar toda a história em segundos, só olhando para você. Era comum respirar fundo. Aí você me surpreendia, os olhares se cruzavam e, envergonhada, me odiava por segundos.
Às vezes conversávamos. Eu juraria sentir que a vontade de dar continuação queimava também em você. Logo aparecia o orgulho. E a dúvida. Na sua pista havia a autonegação. Garoto, para que tanta complicação?! Nunca entendi, mas sempre agi em conjunto.
Ninguém sabia nem devia saber que, por vezes, tínhamos longas conversas. Nessas, deixávamos escapar doses da nossa essência, misturada ao sentimento...
Tempo, tempo, tempo. Influenciou. Eu já não sentia mais raiva ou estava chateada. As chamas que ardiam diminuíram consideravelmente. As sensações ficaram tênues.
O sentimento se assemelhava à batida de um relógio. Era quase imperceptível, mas rodava incessantemente. Estando ao seu lado, meu mundo se perdia em silêncio e as batidas se manifestavam com mais força, com mais vontade. Chegavam a ser gritantes. Mudavam o ritmo do meu coração. Os detalhes que eu apreendia me acompanhavam e, seguindo o ritmo dos ponteiros, se insinuavam na minha mente, onde quer que eu estivesse, em qualquer hora do dia, da noite.
Na tentativa de me esvaziar, tentei imprimir no papel o meu caos interior.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Torpe

A base da sua razão me é abstrata, não a entendo. Sinto, na sua voz, que não sabe disfarçar, a maciez forçada entrando em atrito com as palavras ásperas ferinas. Sinto seu coração mover-se à angústia e à ira, concebidas pelo, a mim, desconhecido.
Da sua boca sai o fluido gélido que, passando por meu ouvido e penetrando o meu coração, queima e arde em chamas furiosas e sedentas. A agonia me rouba o ar, sufoca-me, tortura-me. Invadida pelo desespero, luto com tudo o que tenho: Frágeis forças vindas das restantes gotas de esperança. Num ato de loucura, enfrento mais dor e corro em sua direção. Venço-me, pois, a mim, mas sou lançada ao relento da ruína ao chocar-me com barreira, invisível, desconhecida e até prolixa ao não ter alvo definido. Paz, sanidade e saúde são feridas, cada qual em função do jogo elegido.
Entorpecida por dor, sinto o chão fragmentado, vejo uma realidade condensada em delírio. Borrões incertos me mostram que o futuro trincado são lágrimas do passado chuviscando no meu presente.
Busco, confiando na intuição, o brilho dos seus olhos. Quero implorar que me erga sua mão, mas não sei se me confundo com a derradeira luz de mais uma estrela assassinada. Temo que seus olhos estejam fechados, entregues ao orgulho. Temo que se prenda no calor que emana de seus sentimentos sem fundamento. Temo não reconhecer o real. Temo temer.
Pois que haja dor em tudo que possível, que fira corpo e alma, que rasgue todo o coração, que derrame todo o sangue. Enquanto houver amor envenenando meus sentidos, hei de lutar por esta causa.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sou eu quem você anela todas as noites e repudia quando começa a fermentar.
Sou eu que me questiono, que me culpo, que me perdoo.
Que acredita que se o seu erro não está explícito, o meu não há de estar.
Sou eu que vou atrás do problema, que fico sem fôlego, que busco um motivo, uma razão para falar.
Para transmitir por palavras o que me está engasgado.
Sou eu que, apesar dos meu próprios inúmeros erros, prefiro olhar e apontar e analisar uma e outra e outra vez uns erros aqui e outros "acolá".
Sou eu que não estou nem aí para quem está ou não por aqui.
Sou eu que me fixo em você, faço um mundinho ao seu redor e me equilibro entre o grande e o minúsculo.
Sou eu sim!
Pecadora arrependida, pecadora satisfeita, pecadora errante com mania de superioridade, que insiste e não evidenciar, de fato, o que sou.
Enfim, acima de todas as coisas, sou eu que sigo como coitada.

sexta-feira, 10 de julho de 2009


Num banco de ônibus, à tarde, quase noite, em meio a beijos, uma disputa fora travada. A palavra dela contra a dele. Verdades contraditórias. Mentira, a quem pertences?! A mágoa, que até ali estivera oculta, acabara de vir à tona. Subjetividade.
Não! Por favor! O que foi?! Nada! Por favor!
Foi dito: O melhor já está sendo feito. Fazes-me feliz.
Nó na garganta. Nó em tudo. Cabeça e ideias.
Tristeza e arrependimento nela.
Para ela, incógnita nele.
Mais um pensamento a ser calado. Orgulho, por que o fazes?!
E ela, por uma repetida vez, suplicava-lhe, ainda que em silêncio, perdão.